Sair do Excel para ERP: como evitar erros e duplicidades

Por Alexandre Pereira · · 3 min de leitura

Switchboard vintage com cabos em um ambiente organizado e quente

Muitas PMEs enfrentam o mesmo problema: diferentes versões de uma mesma planilha, dados de vendas não batendo com o faturamento e gestores inseguros com os números. A solução? Sair do Excel para ERP, uma mudança que pode trazer clareza e eficiência.

Por que isso quebra na PME?

Quando a empresa depende do Excel para gerenciar operações críticas, a chance de erro aumenta. Imagine uma distribuidora capixaba com 45 funcionários que usa planilhas para controlar estoques e vendas. São 5 versões diferentes do mesmo arquivo circulando entre os times. Resultado? Informações desencontradas que causam retrabalho e desconfiança.

O problema é que cada equipe atualiza sua própria versão, e não há um lugar único de verdade. Isso faz com que o gestor receba dados conflitantes, como uma venda maior que o faturado. Além de atrasar a tomada de decisões, erros assim podem custar R$ 8-15k mensais em prejuízos.

Como migrar do Excel para ERP?

Para sair do Excel para ERP, o primeiro passo é identificar qual planilha é a fonte principal de informação. Depois, é preciso migrar campo a campo para o ERP, garantindo que tudo esteja correto e completo. Ferramentas como a Google Sheets API permitem conectar planilhas ao ERP, sincronizando dados automaticamente.

Um exemplo é uma clínica em Belo Horizonte com 12 unidades, que usou a Google Sheets API para integrar suas planilhas ao sistema Sankhya. A integração reduziu em 30% o tempo gasto com controle manual de dados e eliminou discrepâncias entre vendas e faturamento.

Quanto custa implementar?

O custo de sair do Excel para ERP varia, mas geralmente envolve um investimento inicial em tecnologia e treinamento. Uma integração típica pode levar de 4 a 8 semanas para estar em pleno funcionamento e pode custar entre R$ 6-9k, dependendo da complexidade.

Além disso, a empresa deve prever uma fase de adaptação, onde alguns erros podem ocorrer até que o sistema esteja rodando liso. No entanto, a longo prazo, as economias e ganhos de eficiência superam os custos iniciais.

Para quem quer começar, um piloto de 30 dias pode ser uma boa forma de testar o processo e ajustar o que for necessário antes da implementação completa. Vale considerar produtos como o SecondBrain, que ajudam a manter o contexto e a memória organizacional durante a transição.