MVP desenvolvimento de sistema: do protótipo ao produto
Por Alexandre Pereira · · 3 min de leitura

O MVP, ou produto mínimo viável, no desenvolvimento de sistema não é apenas uma versão barata. É a menor coisa que valida a hipótese de negócio. Estruturar corretamente as fases do MVP é crucial para não estourar o orçamento e garantir que o produto final atenda às expectativas do mercado.
O que é o MVP no desenvolvimento de sistema?
Um MVP é a menor versão de um produto que pode ser lançada para testar a aceitação do mercado. Ele não deve ser um produto completo, mas sim uma versão com funcionalidades essenciais que comprovam a viabilidade da ideia. Muitas empresas cometem o erro de pular etapas e acabam desenvolvendo um produto com dezenas de funcionalidades desnecessárias. Estudos mostram que 40-70% das funcionalidades planejadas não são usadas nos primeiros três meses após o lançamento.
Como estruturar o desenvolvimento do MVP?
Para começar, é importante seguir um roadmap claro. A Fase 0 envolve a criação de um protótipo clicável em Figma. Este protótipo, que custa entre R$ 3-8k e leva cerca de duas semanas para ser finalizado, ajuda a validar se o cliente realmente entende e se interessa pela solução proposta.
Na Fase 1, desenvolve-se um MVP funcional com 3-4 fluxos essenciais. Esta etapa, que pode custar entre R$ 25-60k e dura de 6 a 10 semanas, permite rodar o sistema com 5-20 clientes reais. O objetivo aqui é coletar feedbacks práticos sobre o funcionamento do produto.
Por fim, a Fase 2 foca no polimento e nas integrações baseadas no que foi aprendido nas fases anteriores. Isso pode significar um investimento adicional de R$ 40-100k e durar de 8 a 16 semanas. Uma clínica em Belo Horizonte, por exemplo, seguiu essa estrutura e conseguiu reduzir 30% do retrabalho em sua plataforma de agendamento.
Quais são os erros mais comuns?
Um erro típico é pular a Fase 0 e partir direto para a construção de um MVP com muitas funcionalidades, acreditando que "quanto mais, melhor". No entanto, isso geralmente resulta em desperdício de recursos e tempo. A chave é focar em funcionalidades que realmente importam e podem ser testadas rapidamente.
Outra armadilha é não considerar a integração futura com sistemas existentes como TOTVS ou Sankhya. Ignorar essa etapa pode gerar custos inesperados e atrasos significativos depois.
Para empresas que buscam melhorar a gestão de pessoas, o uso de plataformas como o GFloow Nexus pode ser integrado já na Fase 2, garantindo que o sistema se comunique bem com outros softwares corporativos.
Concluindo, o desenvolvimento do MVP não é sobre cortar custos, mas sobre investir inteligentemente para validar e melhorar a ideia de negócio. Quem quer começar pode partir de um piloto de 30 dias, testando um protótipo clicável antes de avançar para as próximas fases.